Relatório do Seminário Interdiciplinar

SEMINÁRIO INTERDISCIPLINAR

 

RELATÓRIO

LOGO FORUM1. Considerações iniciais

Nos dias 11 e 12 de setembro realizamos em Macapá o Seminário Interdisciplinar do Fórum Social Pan-Amazônico, passo preparatório do VII FSPA, que será realizado em maio de 2014 nesta cidade.

Na programação tivemos painéis sobre os temas: A Pan-Amazônia e a Questão das Fronteiras; Identidade Amazônica x Neoliberalismo; Lutas de Resistencia na Pan-Amazônia, além de projeção de vídeos (inclusive o do VI FSPA, em Cobija/Bolívia) e os Grupos de Trabalho sobre Metodologia; Comunicação e Cultura; Infraestrutura e Logística e Mobilização.

O objetivo deste relatório é permitir a todos e a todas o acompanhamento das discussões e preparativos que estão ocorrendo, possibilitando o envio de contribuições e fazendo da construção do VII FSPA uma obra coletiva.

 

 

2. Grupos de Trabalho

Apresentamos a seguir a sistematização dos conteúdos debatidos nos GT’s, bem como os encaminhamentos aprovados no plenário, e uma agenda inicial.

 

 

2.1. GT Infraestrutura e Logística

 

Definições sobre o VII FSPA

 

Data – 28 a 31 de Maio de 2013

Território – Decidiu-se por considerar como território do FSPA uma área contínua que pode ser percorrida a pé, compreendendo a Fortaleza de São José de Macapá e seu entorno, e o Mercado Central (como área para atividades culturais e manifestações), e espaços com auditórios como o Macapá Hotel, a OAB, o Centro Franco-Amapaense, o Teatro das Bacabeiras, o Centro Picanço e o Centro Pastoral. Esta área permitirá uma grande visibilidade ao FSPA, além de oferecer infraestrutura já pronta e adequada para reuniões, palestras e conferencias.

Marcha de Abertura – Da Concha Acústica do Araxá ao Anfiteatro da Fortaleza (trajeto pela orla do rio Amazonas).

Alojamento – A rede hoteleira de Macapá dispõe de apenas 2.000 leitos havendo portanto a necessidade de organizarmos uma lista de alojamento solidário. Além disto foi feito o levantamento de espaços possíveis de abrigarem as delegações indígenas, quilombolas, de ribeirinhos e comunidades do interior. Foram indicados: Sambódromo e Cidade do Samba, Estádio Glicério Marques, Centro Diocesano, Alojamentos dos Espaços Esportivos da Secretaria de Esporte e Lazer, Associação dos Maçons.

Para possíveis acampamentos foram listados os espaços da Sede Campestre da Associação dos Servidores Municipais, União dos Negros do Amapá, e o entorno da Residência do Governador.

 

Transporte – Discutiu-se o acesso à Macapá (única capital brasileira sem ligação terrestre com outra unidade da Federação) e concluímos pela necessidade de um barco de grande porte (capacidade estimada de 400 pessoas) que possa transportar os delegados que vindos de diversas origens se concentrem em Belém. Também verificou-se a necessidade de transporte aéreo para as comunidades indígenas da Serra do Tumucumaque (fronteira Brasil, Guiana Francesa, Suriname). Além de transporte rodoviário ou ferroviário (no caso de Serra do Navio) para as delegações dos municípios do interior do estado. Para a concretização destes planos é necessário articular o apoio do Governo Estadual, Prefeituras e o Governo Federal, o que será feito após o fechamento do Projeto do VII FSPA.

Alimentação – Ficou decidido que o VII FSPA deve assumir a alimentação das delegações de indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais e para isto buscar apoio do Governo do Estado e da Prefeitura de Macapá.

 

Contatos – Logo após o fechamento do Projeto, agendar audiências oficiais com o Governo do Estado do Amapá, Prefeitura de Macapá, Assembleia Legislativa, Câmara dos Vereadores de Macapá, Associação dos Municípios do Estado do Amapá e o trade turístico do estado.

 

 

2.2. GT Mobilização

– Produção de Jornal/Boletim/Folder sobre o Fórum;

– Produção de vídeo para divulgação na internet;

– Construção de um blog;

– Utilização dos novos canais de comunicação: SMS, Twitter, Facebook, Whatsup;

– Definição da logomarca do VII FSPA;

– Realização de Oficinas e Seminários de preparação ao Fórum;

– Dar conhecimento da realização do Fórum e estabelecer diálogo com setores sociais e entidades estratégicas como: Extrativistas, Movimento Negro, Movimento das Mulheres, GLBT, Afro-Religiosos, COIAB, COICA/Movimento Indígena, Educadores Populares, Pastorais, Trabalhadores Rurais, Caritas, Centrais Sindicais/Sindicatos, ONGS e Redes de entidades e movimentos sociais, Economia Solidária;

– Visita às escolas e reuniões com os professores;

– Divulgação do VII FSPA durante reuniões e eventos, como o Encontro da Recid de 02 à 06 de outubro em Boa Vista, e a Expofeira de 27/09 a 06/10, em Macapá;

– Organizar as caravanas Sul e Norte para percorrer o estado do Oiapoque ao Jari, contatando entidades e movimentos sociais e organizando os Comités Locais de Participação no VII FSPA.

– Reativação do GT de Cultura

 

 

2.3. GT Comunicação & Cultura

 

Concepção de cultura no VII FSPA

– Deve ser a expressão de todos os povos;

– Deve dialogar com a carta de cultura do FSPA;

– Deve fortalecer as culturas tradicionais;

– Deve valorizar as diversas formas de entender o mundo, como a cultura indígena, que está explicitamente vinculada a preservação da natureza;

– Deve ser entendida como expressão ambiental, social, econômica e política;

– Deve reivindicar a diversidade pan-amazônica;

– Deve se contrapor a padronização cultural, a “cultura de massas”;

– Deve compreender que a cultura está expressa em cada um de nós;

– Deve entender a cultura como expressão da realidade e identidade de cada povo;

– Deve estimular e primar pelo diálogo entre as diversas culturas;

– Deve construir as expressões culturais das mais diversas formas, canto, gestos, dança, corpo;

– Deve entender a cultura como encontro dos diversos povos e sentimentos da Pan-Amazônia;

 

Sugestão de Temas para Discussão

– A identidade (pan)amazônica;

– A cultura como resistência contra a dominação;

– O encontro das culturas nas fronteiras pan-amazônicas;

– A cultura dos povos isolados;

– A violência contra as culturas na Pan-Amazônia;

– Os instrumentos de fortalecimento das diversas culturas.

Concepção de comunicação no VII FSPA

– Deve reivindicar ética e respeito no processo de comunicação;

– Deve ter o cuidado com o processo de comunicação, emissão e recepção da informação;

– Deve divulgar os direitos dos povos originários e tradicionais;

– Deve funcionar como uma mediadora das diversas compreensões existentes;

– Deve divulgar as diversas expressões culturais de cada povo;

– Deve falar sobre o que pensamos, e da forma como pensamos;

– Deve perpetuar a nossa identidade;

– Deve resgatar o processo FSPA;

– Deve ser a expressão da cultura;

– Deve ser um instrumento de denúncia e contraposição as agressões políticas e culturais;

– Deve construir instrumentos que ultrapassem os veículos tradicionais, criando outros instrumentos.

 

Sugestão de Temas Para Discussão

– A comunicação capitalista como instrumento de poder e alienação;

– A construção de uma outra comunicação, popular, democrática, não capitalista;

– A denúncia das agressões políticas e culturais, como a militarização das fronteiras pan-amazônicas.

2.4. GT Metodologia

Participantes na reunião do GT:

– Regina – estudante de Serviço Social

– Boto – RECID

– Ana – Recid

– Solange Oliveira – Fórum de Mulheres da Amazônia Paraense (FMAP)

– Nilde Sousa – Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB)

Após a apresentação solicitamos que os presentes atualizassem em relação as discussões sobre a metodologia desenvolvidas pelo grupo local. Como nem o Boto, e nem Ana, não participavam desse GT, não foi possível as informações. Então foi relatado o processo metodológico dos últimos três Pan-Amazônicos, lembrando também algumas tarefas do GT Metodologia.

Lembrando do processo –  momentos constituintes do processo – o que antecede o VII FSPA; o que se dá durante o evento; e o que prossegue pós FSPA, tanto local, quanto em outros espaços pan-amazônicos.

Também foi reforçado que os GTs se complementam, pois a partir da definição metodológica teremos que dialogar com GT de logística para garantir os espaços, saber quantos espaços vamos precisar para as discussões, debates, mesas, atividades.

Foi socializada a construção metodológica dos Fóruns anteriores:

– Eixos temáticos e espaços temáticos ou sub-eixos;

– Atividades autogestionadas;

– Assembleias temáticas;

– Assembleia final.

 

Informes sobre território do PAN/inscrições

Foi reforçado pelo grupo a importância de trabalhar as diversas linguagens – determinadas ações pedagógicas/políticas possibilita uma maior compreensão dos temas, das questões, das discussões e também encanta quem assiste. Como exemplo, uma mística cumpre muito bem esse papel. As várias maneiras de abordar os temas, os eixos, enquanto expressão das vivencias e lutas dos movimentos, dos povos.

Relacionar saberes/vivencias, cultura, arte, expressões na relação com a luta, com a resistência e reafirmações.

Mostrar a forca dos movimentos na Caminhada de abertura.

Outro ponto levantado foi não transformar o fórum enquanto inchaço de pessoas – mas trabalhar enquanto uma construção, estabelecer processos, que os movimentos e pessoas vão se sentindo parte.

Mostra que queremos dialogar, trocar experiências e não só receber.

Também foram apontados temas para discussão:

– Questão da Terra e Território;

– Mineração;

– Barragens;

– Saúde;

– Modelo desenvolvimentista na Pan-Amazônia – violação de direitos (povos, mulheres, comunidades tradicionais, indígenas…)

– Machismo e racismo;

– Que direitos defendemos.

Encaminhamentos:

– Levantar as propostas sobre os eixos temáticos apontadas até então, e realizar consultas previas, com prazo, junto a lista da Pan-Amazônia;

– Estimular encontros temáticos, regionais, oficinas, rodas de conversa, encontros sem fronteiras preparatórios ao Pan-Amazônico – no nível local, nos outros estados da Amazônia e na Pan como um todo – O PAN ESTA AQUI!

– Levantar agendas de atividades dos movimentos para incluir a discussão sobre PAN e mobilização e organização para participação;

– Criar uma lista do GT Metodologia e dialogar com a lista geral do PAN;

– Resgatar a lista geral do PAN e incluir o Comitê local.

3. Encaminhamentos das Comissões

AÇÃO

RESPONSÁVEL

DATA

Resumo das discussões do seminário LUAR Até segunda – 16.09.13
Projeto geral VII FSPA LUAR, Célia, Lúcia, Reginaldo, Cotinha, Tatiana, Irá, Gilberto, Angélica, Graça, Dion Até 25.09.13
Caravana norte e sul Até outubro/2013
Reunião com autoridades (PMM, Estado, Câmara, Assembleia, MPF, MPE) Até outubro/2013
Reunião com Centrais Sindicais, Empresas turísticas, Sistema S, Reginaldo, Francisco, Lázaro, Tadeu Amaral, Paulinho, Olendina
Construção do grupo de discussão do VII FSPA
Construção do blog e site do VII FSPA Comissão de Comunicação e Cultura Próxima reunião
Facebook do VII FSPA Comissão de comunicação e Cultura
Iniciar os contatos com convidados internacionais Guilherme, Dion, Reginaldo Até final de outubro
Definir a logomarca do VII FSPA
Definir o tema central do VII FSPA Coletivo Próxima reunião
Articular os encontros que antecedem o VII FSPA Metodologia Até outubro
Consolidar os eixos e espaços temáticos Metodologia Até outubro

4. Agenda e próxima reunião

– 14 de setembro – Quilombo – Apresentação do FSPA

– Outubro – Aldeia Tucai – Encontro “Turé”

– Outubro (meio do mês) – Jari – construção do Encontro sem fronteiras

– Novembro – Oiapoque – construção do encontro sem fronteiras

 

Próxima reunião do Comitê local de organização do VII FSPA – Segunda (16.09) as 18h no Hotel Macapá

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